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Uma crise sem solução aparente

por Luís Naves, em 19.02.16

A União Europeia está mergulhada numa situação pantanosa, com várias frentes de crise, sobretudo a financeira e das migrações, que ameaçam estilhaçar a organização. Não dispondo de uma política comum de asilo, fronteiras e de imigração, a Europa precisa de responder a uma crise humanitária sem precedentes, não podendo abandonar à sua sorte milhões de pessoas que fogem da guerra da Síria, mas também não podendo deixar que os traficantes controlem o processo. Sem condições para acolher de uma vez quatro milhões de refugiados, os europeus precisam de encontrar um meio-termo que lhes permita reduzir a crise humanitária sem dar demasiados argumentos aos partidos populistas que estão a fazer do assunto uma bandeira. Durante dez anos tratados por Bruxelas com certa sobranceria, os países de leste (só esta designação já é todo um programa) ensaiaram uma rebelião em torno da questão migratória, chegando a ser ameaçados de que os tratados não seriam cumpridos se continuassem a recusar algo que não consta dos mesmos tratados: quotas de imigrantes. O absurdo é notável. O que consta dos tratados é a obrigatoriedade de controlar as fronteiras externas e registar todos os migrantes.

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publicado às 13:26




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