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Sete anos de crise

por Luís Naves, em 03.12.15

A economia brasileira está em queda livre e paira sobre o mundo o espectro de uma terceira vaga da crise financeira, desta vez iniciada num país emergente. A Turquia e a Rússia, dois outros candidatos a epicentro desse sismo, estão envolvidas num perigoso duelo em torno da guerra civil da Síria. A Europa entrou em crise há sete anos. Na primeira fase, foi vítima do quase colapso do sistema financeiro mundial. Depois, enfrentou problemas internos que quase levaram ao fim da sua moeda única. Neste momento, está em causa o espaço de livre circulação de pessoas.

Nestes sete anos, a prosperidade das elites evoluiu ao lado do descontentamento e da sensação de crescente insegurança da maioria da população. Trata-se de um terreno fértil para as ideias populistas de esquerda ou de direita, que tipicamente já atraem um terço do eleitorado em cada país. A ansiedade em relação ao futuro baseia-se na frustração que muitos europeus sentem: diluiu-se a protecção do Estado, mas não se concretizou a hipótese da abundância, pelo contrário, o europeu típico teme pelo seu emprego e receia cair na pobreza. As democracias são vulneráveis neste contexto. Num mundo multipolar e perigoso, as grandes potências tentam encostar os rivais às cordas, relutantes em cooperar contra os seus inimigos comuns: as ideologias do apocalipse e a linguagem do terror.

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publicado às 10:49


1 comentário

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De Fernando Negro a 13.12.2015 às 08:13

1) A queda da economia brasileira não se trata de uma simples crise financeira... Mas, sim, do início de um Colapso generalizado de toda a Economia Mundial: http://blackfernando.blogs.sapo.pt/os-brics-nao-sao-uma-falsa-oposicao-a-85794

2) O que se passa na Europa há 7 anos, não é nenhuma "crise", mas sim uma destruição propositada da economia da mesma: http://www.forumdefesa.com/forum/index.php?topic=10579.0

3) As democracias são, de facto, vulneráveis neste contexto. Mas, não tanto a quaisquer "golpes de estado", no sentido clássico do termo, como à progressiva transformação dessas mesmas democracias que temos num único Estado Policial europeu, onde o poder de decisão do povo tenha sido abolido: http://octopedia.blogspot.pt/2015/09/os-estados-unidos-querem-enfraquecer_16.html?showComment=1442507517665#c1790505247670078841 , http://blackfernando.blogs.sapo.pt/tag/estado+policial (Já não andam alguns políticos pró-europeus, como a Manuela Ferreira Leite, a dizer que talvez seja boa ideia "suspender" a Democracia?...)

4) A Rússia e o Ocidente não têm um inimigo comum no terrorismo islâmico. Sendo este último, antes, uma criação do Ocidente para roubar o petróleo e o gás natural da Síria e do Iraque (http://blackfernando.blogs.sapo.pt/quem-realmente-esta-por-tras-destes-85197), para depois ser também usado para desmembrar países não alinhados com o Ocidente, que tenham populações islâmicas, como é o caso da Rússia e da China (http://www.voltairenet.org/article185372.html).

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