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Presunção de inocência

por Luís Naves, em 05.12.14

As histórias raramente têm conteúdo moral que possa ser extraído com facilidade. Um tribunal americano recusou a Tommy, o chimpanzé, a concessão de direitos humanos que o poderiam libertar da prisão. Tommy não tem noção do seu caso, embora certamente tenha a percepção física de se encontrar confinado a uma cela, que é todo o seu mundo. Alimentado em cada dia, sem consciência da escravatura, este chimpanzé é talvez mais livre (num certo sentido de não sofrimento) do que muitos humanos e tem mais direitos humanos do que muitos humanos, mas a humanidade aprecia estas ambiguidades contemporâneas, discute com paixão o que lhe parece ser humano naquele olhar perdido que parece conter alguma inteligência, nem que seja uma fímbria dela, onde nos revemos por um instante. Sem a presunção de inocência, que teria para nos dizer este pedacinho de humanidade? E quanto é suficiente para ser um humano inteiro?

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publicado às 12:57




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