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Pequenez humana

por Luís Naves, em 07.02.15

Conhecia explicações didácticas sobre as distâncias no sistema solar e tinha uma noção dos números, mas este vídeo permite visualizar um conceito que para nós, humanos, tem uma escala demasiado obscura. A viagem a partir do Sol à velocidade da luz permite chegar a uma noção mais profunda da vastidão do espaço. Claro que sabemos teoricamente que até chegar à Terra, a luz precisa de mais de 8 minutos e que até Júpiter leva 43 minutos e até à estrela mais próxima a distância é de quatro anos-luz, mas estes valores deixam a certo ponto de fazer sentido para a nossa experiência, tornam-se estranhos e construímos um mapa mental onde o abismo tem necessariamente de se estreitar e ficar imperfeito. Ao ver esta lenta viagem, fiquei espantado por Mercúrio estar tão distante do Sol e surpreendi-me de novo, pois pensava que Vénus tinha uma órbita mais próxima da Terra. Afinal, o universo é ainda muito maior do que eu pensava; simplesmente, não tive imaginação para perceber a escala desmedida em que tudo se escondia. Talvez seja isto o conhecimento: vamos percebendo que somos cada vez mais minúsculos e não podemos deixar de nos interrogar sobre a banalidade da inteligência. Ao percebermos como existir se parece com um milagre, logo parecem ridículos os conflitos em que os humanos gastam as suas vidas. Neste artigo, por sua vez, menciona-se a possibilidade da galáxia em que vivemos estar repleta de planetas habitáveis: os cientistas falam na hipótese de haver, na Via Láctea, centenas de milhares de milhões de planetas nas zonas habitáveis dos respectivos sistemas solares. Agora imaginem: um número incontável de pequenas ilhas, muitas a abarrotar de vida, mas separadas umas das outras por intransponíveis oceanos da noite.

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publicado às 19:56




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