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O que mais custa

por Luís Naves, em 30.07.15

O que mais custa é assistir ao espectáculo diário de uma demagogia que parece ser impune, já que os partidos políticos nos impõe a mediocridade. Assistimos hoje à maior mudança da sociedade portuguesa das últimas três décadas, imposta do exterior, mas os políticos continuam com o discurso de antigamente, como se fosse possível o simples regresso ao passado. E, no entanto, esta mudança será irreversível, embora não seja claro se ela é suficiente para nos tirar do atraso crónico. A crise europeia iniciou um processo que nos próximos anos levará a uma transformação radical da Europa, com a futura institucionalização da zona euro a duas velocidades, mas a nossa elite parece não querer sequer discutir o assunto, o que de alguma forma se compreende, pois para ficarmos na vanguarda teríamos de fazer reformas mais profundas e politicamente delicadas. Ninguém explica que estes projectos de coordenação política, fiscal e orçamental envolvem mais de 80% da população da zona euro e, em princípio, as grandes potências do grupo. Assim, tudo indica que caminhamos para um destino de país ainda mais periférico. O nosso sistema político precisa de uma mudança que não vai ocorrer e Portugal tenderá a isolar-se no contexto europeu. Os meios de comunicação entraram numa lógica de declínio sem limites, incapazes de discutir estes assuntos, de liderar a sociedade, papagueando banalidades, erros e mitos urbanos.

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publicado às 13:35




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