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O momento político

por Luís Naves, em 22.09.15

Ao almoço, conversa sobre o momento político. Estamos no início da campanha eleitoral e as sondagens dão vantagem à coligação PSD/CDS, mas tenho dúvidas, continuo a achar que o PS vence no dia 4. Os socialistas cometeram o erro grave de tentar sacudir a água do capote, negando a sua responsabilidade no resgate, houve também o erro da promessa de não viabilizarem o orçamento da direita, mas o descontentamento da população é demasiado profundo para permitir a vitória folgada da coligação. As sondagens de sondagens dão empate quase à décima; as tracking polls mostram vantagem de vários pontos para a coligação, mas as margens de erro são excessivas. As sondagens subestimam porventura a votação nos comunistas e no Bloco de Esquerda (os trotskistas podem conseguir um resultado histórico) e dão demasiada percentagem ao arco da governação. Isto pode ser muito diferente do que surge nos estudos de opinião. Provavelmente, existe empate entre os dois maiores, com grande fatia de eleitores indecisos (10, 15% dos que votam?), ou seja, haverá decisão à boca das urnas, como tem acontecido em outras eleições pela Europa, reflexo das complexas divisões que se instalaram nas sociedades contemporâneas. Sobre as eleições e a campanha, tenho lido coisas muito pobres na imprensa, mas encontrei na blogosfera esta análise de Filipe Nunes Vicente, que diz o essencial em poucas linhas. Acho que está aqui tudo. Se a esquerda perder ou se ganhar por pouco, será por estas razões. Enfim, veremos dentro de duas semanas: votarei na coligação e só espero que não haja um resultado pantanoso que nos leve directamente ao segundo resgate.

publicado às 18:31




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