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Mudança em Espanha

por Luís Naves, em 08.03.15

Uma sondagem no El Pais justifica três conclusões: os espanhóis queriam uma renovação dos partidos e ela aí está; com a bipolarização ameaçada, prepara-se uma fase de governos de coligação; existe grande descontentamento à esquerda e à direita. Faltam oito meses e estas observações são óbvias, pois dentro da margem de erro há quatro partidos que podem vencer as eleições, mas olhando para as tendências verifica-se um fenómeno menos evidente: apesar das dificuldades do PP, o centro-direita está a crescer, talvez um efeito da viragem económica. Em Janeiro, a esquerda somava 57% dos votos e a direita apenas 29,3%. A inversão está a ser rápida. A soma de PP, Cidadãos e UpyD dá neste momento 40,6% das intenções de voto, enquanto o somatório Podemos, PSOE e IU baixou quase 10 pontos, para 48,3%. O que pesará mais, os escândalos de corrupção ou a queda do desemprego? Esta dúvida talvez explique a extrema indecisão do eleitorado, traduzida em fortes oscilações mensais de todos os partidos.

Se o cenário em Espanha é de mudança radical, em Portugal temos um descontentamento que deixa tudo na mesma. Fala-se muito em renovação dos partidos, mas ela não se vislumbra. Faltam sete meses para as eleições, contando três de férias de Verão, e as intenções de voto estão estáveis, apesar do inaturável clima de pessimismo que tomou conta da sociedade portuguesa. Ao contrário do que acontece em Espanha, os políticos nacionais parecem conhecer uma única via para o poder: a dos partidos instalados.

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publicado às 19:24




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