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Insegurança

por Luís Naves, em 19.11.15

Perante a vulnerabilidade externa e a fragilidade social nos subúrbios das suas capitais, a Europa terá de abandonar o sonambulismo do apagamento. A crise das dívidas soberanas foi agravada pelo incumprimento das regras de uma zona monetária que tinha escasso conteúdo político. Em resposta , os europeus decidiram reforçar as instituições de controlo da zona euro.

A insegurança europeia tem motivos semelhantes e deverá ter resposta parecida: os atentados de Paris revelaram uma zona de livre circulação de pessoas onde se movem livremente jihadistas dispostos a fazer-se explodir no meio de centenas de inocentes. Tudo indica que os terroristas de Paris combateram na Síria e regressaram impunemente à Europa, aproveitando o caos que se instalou nas fronteiras externas da zona Schengen. Poucos na altura compreenderam que a crise humanitária era também uma crise de segurança.

Nas últimas décadas, a Europa foi incapaz de conciliar segurança interna com liberdade religiosa. Nos bairros degradados, centenas de imãs fundamentalistas difundem versões do Islão que, na prática, constituem um apelo à destruição dos valores e tradições do Ocidente. Os radicais não têm hipótese de triunfar, mas sustentam a guerra santa numa rede de cumplicidades que tornou a vida dos europeus num inferno. No futuro, a loucura do fanatismo  exigirá maior cooperação europeia nas áreas de informações, polícia e defesa. E se quiser manter a sua forma de vida e a sua prosperidade, a Europa precisará de criar estruturas de segurança colectiva com maior capacidade para combater estes radicais, onde quer que eles estejam.

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publicado às 10:18




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