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Insatisfação

por Luís Naves, em 03.10.18

Continuo adiado, a vida suspensa, a espera interminável, a meio do labirinto. Acumulam-se as páginas por publicar e vou sonhando com textos que não chegarei a escrever, enquanto escrevo outros que parecem sofríveis ou inúteis. Vou mantendo a cabeça fria. Nem sei bem como cheguei aqui, mas deve ser um fado qualquer, algum mal terei feito para merecer o castigo, pois não me parece justa a explicação habitual de que o país é assim e maltrata os seus melhores, ou talvez não deva ter a veleidade de me incluir entre esses que a pátria rejeita, lá está, é o excesso de orgulho que me persegue, essa constante que, vendo bem, me definiu, resultando em que falhei em quase tudo o que fiz, fiquei sempre distante, muito longe até, do que podia ter sido. A história da minha vida, esse intransponível abismo que vai do homem à realidade que ele sonha.

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publicado às 09:43


1 comentário

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De JB a 29.10.2018 às 17:30

Todos falhamos, não obstante sintamos isso em graus diversos. E então quando se lida com palavras, num mundo privado de referências e já desprovido de cânones, a probabilidade de falhar dispara. Nessa altura, há que escutar o infalível silêncio.

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