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Inconsequência

por Luís Naves, em 02.09.15

Quando me atinge o desânimo, quando duvido se tenho algum talento, lembro-me que prefiro ser muito pobre a ser muito escravo. Gastei anos num desvio inconsequente e não saberei jamais se podia ter vivido tudo de outra maneira. O risco tardio compromete-me, mas a alternativa era demasiado penosa e cobarde. E, apesar de saber tudo isto, persiste uma vaga dúvida sobre se, se me tivesse submetido, se tivesse resistido mais, se tivesse escolhido o compromisso, então não estaria neste salto no escuro, não teria qualquer dúvida sobre a sensatez deste caminho. E o pior é que esta hesitação será sempre maior, pois é da sua natureza: quanto mais escrevo, mais longe estou do que imagino.

publicado às 13:46




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