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Haverá desafio populista?

por Luís Naves, em 18.06.15

António Marinho e Pinto dispara em todas as direcções. O seu discurso parece eficaz e, se tiver exposição mediática, o líder do PDR pode baralhar os dados da eleição de Setembro/Outubro. Qualquer projecto político centrado numa pessoa tem limitações, mas o populismo simples da mensagem atrai os descontentes e as sondagens sugerem que há pelo menos um milhão de eleitores indecisos. Imaginemos o seguinte cenário: abstenção elevada baixa o número de votantes para 5,4 milhões; o voto de protesto aumenta, com 450 mil para o PCP, 250 mil para o Bloco, 150 mil para o Livre, o valor habitual de brancos, nulos e outros; se Marinho e Pinto arrancar 300 mil (que estão ao seu alcance sem exposição nas TVs), falamos de milhão e meio de votos, ou quase 28% do eleitorado; sendo assim, socialistas e coligação teriam 72%, ou menos 6 pontos percentuais do que nas eleições anteriores (a três meses das eleições, somam 75% numa sondagem recente).

Neste contexto, se Marinho e Pinto tiver visibilidade e fizer uma campanha a imitar o Cidadãos espanhol, atraindo votos do centro (portanto, moderados descontentes com PSD e PS), o ‘arco da governação‘ pode sofrer uma calamidade eleitoral e ficar abaixo dos 70%, rondando 3,8 milhões de votos, com o ‘vencedor‘ a ter menos de 2 milhões, ou apenas 37%. Teríamos alta instabilidade durante dois anos, um parlamento ensurdecedor, péssimo contexto externo após o Grexit.

publicado às 13:09


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