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Guerra contra o terror

por Luís Naves, em 14.01.15

A brutalidade dos terroristas radicais islâmicos e das tentativas de estabelecer califados sugere uma ameaça existencial para o Ocidente, mas são os radicais que enfrentam uma óbvia hipótese de extinção. As principais potências concordam entre si que é necessário combater o radicalismo islâmico, seja na forma de grupos terroristas ou de movimentos separatistas. Os islamitas são perseguidos e controlam zonas despovoadas, pobres ou palco de intermináveis guerras civis. O extremismo islâmico combate os valores ocidentais e todas as suas manifestações, das caricaturas aos bonecos de neve, das representações divinas às taxas de juro, do cinema à educação das mulheres. Os radicais islâmicos dizem que não são precisos mais livros, pois o que não está no Corão é inútil ou errado. A vida quotidiana dos ocidentais, que se infiltra em todos os países, vai conquistando as pessoas para ideias perigosas, do casamento por amor à libertação das mulheres. Para estes fanáticos, o ocidente está todo errado, não apenas a laicidade e o direito à blasfémia, mas também a liberdade, os direitos humanos e a convivência religiosa. O conflito não tem qualquer espaço para reconciliação e os extremistas só têm a opção de radicalizar o movimento, o que produzirá uma reacção cada vez mais violenta das potências do mundo.

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publicado às 12:10




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