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Fortaleza Europa

por Luís Naves, em 09.09.15

Não sei se estas notas serviram para alguma coisa. A temperatura vai descendo e o trânsito de refugiados pela Hungria parece essencialmente controlado. Uma fuga em massa de migrantes, ontem, em Roszke, acabou alguns quilómetros à frente, mas a situação é difícil na Hungria e na Áustria, devido ao elevado número de pessoas em movimento. Todos os dias há incidentes. Entram agora 5 mil refugiados por dia na fronteira húngara. Ninguém é recusado, ninguém fica sem alimentação, os doentes são tratados e há informações de que muitos chegam a esta parte da Europa em más condições de saúde. Portugal vai receber um número de migrantes desta rota equivalente a um dia de chegadas só em Roszke. Com este esforço, é fácil criticar a fortaleza Europa.

Os traficantes já estão já a explorar uma rota alternativa à húngara, via Croácia e Eslovénia, rumo à Áustria e ninguém sabe quantos jihadistas aproveitaram a boleia, infiltrados na mole humana. Nos campos de refugiados na Turquia estão mais de um milhão de pessoas e esta crise vai continuar na próxima Primavera. As fronteiras internacionais serão provavelmente geridas pela Europa e as quotas de asilo serão também europeias, mas houve discussões acesas entre países. A Hungria tem sido criticada por tentar gerir a passagem de 170 mil pessoas pelo seu território, mas as críticas parecem estranhas: como se fosse possível ter milhares de pessoas a transitar por um território sem um simples registo de entrada. Dormiam nas ruas das cidades, andavam por onde quisessem, sem restrições ou controlo, em desordem. Nas mãos dos traficantes estavam bem melhor do que nas mãos da polícia.

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publicado às 15:39


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