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E agora o desconhecido

por Luís Naves, em 29.06.15

Nos próximos dias, tudo o indica, assistiremos ao colapso financeiro que levará a Grécia a impor controlos de capital e a introduzir uma moeda paralela para pagar salários e pensões. A desvalorização dessa moeda permitirá recuperar a competitividade, mas entretanto haverá falências e serão destruídas as poupanças da classe média, que tem grande quantidade de dinheiro debaixo dos colchões e, assim, poderá resistir durante alguns meses. O governo de esquerda pode finalmente cumprir as promessas eleitorais, acabar com a austeridade, imprimir dinheiro, aplicar um programa radical. A Europa (incluindo os contribuintes portugueses) pagará os incumprimentos gregos e correrá certo risco de perturbação nos mercados de dívida, mas do ponto de vista político tudo avançará mais depressa: nos próximos dois anos serão definidos mecanismos de maior integração e haverá uma mudança fundamental na UE, com a renegociação da relação dos britânicos e a mudança de líderes na Alemanha e talvez também em França. Haverá um núcleo duro mais forte e periferias mais distantes.

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publicado às 17:47




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