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Dou comigo a pensar

por Luís Naves, em 16.03.15

Dou comigo a pensar no desperdício da vida, no tempo que se perde em coisas fúteis, pensamentos vagos e memórias truncadas, mas não será tudo assim, desperdiçado de alguma forma, pois o que faz sentido será também poeira? Dou comigo a pensar nas pessoas com quem me cruzei, que apenas tocaram a minha existência de forma leve e que um dia vou esquecer por completo, mas não são todas as amizades assim, insuficientes e flutuantes? Dou comigo a pensar naquelas personagens dignas de romance que fizeram coisas desmedidas, geralmente estúpidas ou violentas, num impulso de momento que as definiu para o resto dos seus dias, mas não será essa a lei da vida, sempre fruto de acasos que não controlamos? Dou comigo a pensar em tudo o que parece ser em vão ou servir para pouco, como a bondade e a beleza, que se limitam a estar ali à nossa frente, mas quase invisíveis, enfim, temos de olhar muito para as conseguir ver, e não será sempre dessa forma, o que nos parece fútil a esconder o essencial, o que nos parece efémero a ocultar o para sempre, que arde num breve instante?

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publicado às 12:36




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