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Delírio e paranóia

por Luís Naves, em 22.07.16

Donald Trump aceitou a nomeação do Partido Republicano para concorrer à Casa Branca, numa convenção cheia de momentos folclóricos. Trump continua a ser subestimado pelos críticos e fez um discurso tremendo, que um comentador na CNN definiu como a descrição de uma América Mad Max. O Partido Republicano está estilhaçado (talvez moribundo) e a direita americana mergulhou num populismo repleto de raiva. As pessoas estão fartas dos políticos do sistema e isto pode reflectir-se de forma inesperada nas urnas, como aconteceu com o Brexit, onde a irritação das massas obrigou o Reino Unido a uma má escolha. Será que Hillary Clinton consegue sobreviver à insurreição populista? Esta é a grande questão das presidenciais de Novembro. As sondagens nacionais pouco dizem. Analisando o mapa eleitoral, vemos que a candidata democrata tem vantagem segura em mais estados do que Trump, o que somado às vantagens ligeiras, lhe poderia dar 209 votos eleitorais, contra 164 do candidato republicano, (é isto que conta). São precisos 270 votos e há incerteza em estados que deviam ser seguros para Clinton, por exemplo no sul (Carolina do Norte, Virgínia, Geórgia) onde votam muitos afro-americanos e hispânicos. Ohio, Pensilvânia e Flórida parecem ser os principais campos da batalha presidencial de Novembro. Tirando o folclore, se Trump for eleito, a América torna-se proteccionista e isolacionista. O que o candidato disse ao New York Times sobre a NATO é um susto: quem não pagar a sua quota (ele diz quem não pagar a protecção das forças americanas) ficará por sua conta. Delírio, paranóia, realidade paralela, Donald J. Trump parece uma personagem arrancada à ficção de Philip K. Dick.

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publicado às 11:20




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