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Como se viesse aí uma grande trovoada

por Luís Naves, em 13.04.15

Como se viesse aí uma grande trovoada, acumula-se na atmosfera do País uma excitação eléctrica em torno do ano eleitoral. Os comentários sobre os candidatos mencionam sempre os eventuais apoios partidários, como se essa contagem de espingardas fosse linear, ou seja, como se os partidos fossem donos dos votos e o apoio das direcções resultasse no automático entusiasmo popular. Quando as pessoas votam num candidato fazem duas perguntas: a primeira é simples e tem a ver com interesse, o que fará este candidato por mim? A segunda está relacionada com a confiança (posso confiar nele?) e, a partir daqui, a pergunta pode tornar-se mais complexa e mais variada: posso confiar nele para mudar o País? Para defender os meus interesses? Para acabar com a austeridade? Para nos tirar do buraco? Os Estados-maiores dos partidos ou os jornalistas de política têm dificuldade em perceber que os eleitores possuem motivações próprias, de interesse e de confiança. Torna-se penoso assistir à extraordinária preferência do pequeno mundo partidário e mediático pelas manobras de intriga, a retórica balofa e o curto prazo.

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publicado às 14:07




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