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Cenas de guerrilha

por Luís Naves, em 05.09.15

Cenas de guerrilha por toda a Hungria. Os motins, protestos e marchas só podem estar a ser organizados de fora. É a única explicação. Aos traficantes basta fazer uns telefonemas e pôr a malta em movimento. Muitos migrantes têm dinheiro e telefones. A Áustria não aceita indocumentados e a responsabilidade do registo é do primeiro país de Schengen. Estradas interrompidas, comboios num desvario, tudo sujo e a normalidade comprometida. Escrevo de impulso, aqui um texto, ali outro, mas alguns comentários revelam a incompreensão dos leitores. Estamos longe do problema, é fácil derramar lágrimas. Os portugueses têm este provincianismo cheio de emoções superficiais e por vezes recusam-se a fazer um esforço para aceitar uma versão fora da mitologia. Tenho muita dificuldade em aceitar a força como os húngaros estão a ser demonizados: parece que isto acaba num ‘sírios cá dentro e húngaros para fora’. Os comentadores nos jornais não compreenderam ainda que a Hungria está de facto a proteger a Áustria e a Alemanha de uma invasão caótica. Os migrantes indocumentados que entraram antes do ‘muro‘ são agora levados com extrema dificuldade para a Áustria, mas há grupos enormes a acampar nas estações, outros a sair à toa dos campos de refugiados, que estão a transbordar. Na fronteira há motins e há notícias de multidões a caminho. E a Europa está dividida entre os que vivem esta crise e os que assistem de camarote.

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publicado às 18:19




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