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Aumenta a incerteza

por Luís Naves, em 07.05.16

As sondagens indicam que o eleitorado britânico está profundamente dividido sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, pelo que o resultado do referendo de 23 de Junho é uma perfeita incógnita. Os defensores da saída tentam resistir à ideia central da campanha a favor da permanência, dizendo que não haverá nenhuma calamidade económica se o eleitorado escolher sair. Para já, parecem ter conseguido inverter a tendência que se verificava a favor do ‘sim’, que chegou a ter uma dezena de pontos percentuais de vantagem: agora, as sondagens apontam para um empate entre as duas forças ou mesmo a ligeira vantagem do ‘não’.

O Reino Unido terá provavelmente muito a perder com o Brexit: influência internacional, acesso ao mercado único, negócios na praça financeira e na própria unidade britânica, pois o ‘não’ estimulará os defensores da separação escocesa. As vantagens são pouco claras, mas os defensores do Brexit contestam os poderes não eleitos da burocracia comunitária. No fundo, dizem em volta alta aquilo que em outros países se começa a murmurar: o projecto comunitário está a entrar em domínios de soberania nacional onde era suposto não entrar. As excepções negociadas por Londres não parecem suficientes para os políticos que se opõem à UE, embora muitos tenham a ilusão de que poderão, depois do Brexit, negociar um entendimento que lhes permita manter o filet mignon do acesso ao mercado único sem nenhum dos ossos associados, nomeadamente a complexa harmonização legislativa comunitária.

publicado às 19:22




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