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O debate sobre a Grécia

por Luís Naves, em 30.06.15

Na Grécia, o governo populista de esquerda quer sair da zona euro, mas culpando os europeus. Com a saída, o Syriza podia nacionalizar a banca e imprimir dinheiro, libertando-se de medidas impopulares que não tem condições para aplicar. As poupanças dos gregos serão destruídas, mas o Syriza é um partido da esquerda radical e não está interessado na classe média. Tsipras mentiu ao eleitorado sobre a saída da zona euro e precisa de um bode expiatório. O verdadeiro jogo é sobre a culpa, mas o povo sofrerá as consequências, pois a desvalorização da futura moeda tornará tudo muito caro, sobretudo produtos importados (se não houver escassez).

Na Europa há também intenção de tirar a Grécia da zona euro, embora não a de arcar com a responsabilidade. Ao incumprimento segue-se a introdução de uma nova moeda, o que permitiria reestruturar a dívida grega e recuperar as empresas que sobreviverem, sobretudo se houver ajuda em larga escala. A recuperação demorará tempo, mas tem outra vantagem: a saída de um país da união económica e monetária (UEM) permite resolver os erros de concepção da moeda única, pois a falta de rigor orçamental ou os erros dos políticos terão no futuro punição concreta: a possibilidade de saída. A disciplina no interior da UEM será então muito maior.

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publicado às 17:32




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