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A propósito das recentes eleições francesas

por Luís Naves, em 15.12.15

As placas tectónicas da política europeia estão em movimento e haverá surpresas em cada nova eleição. A vitória dos conservadores eurocépticos polacos vai alterar a relação entre Berlim e Varsóvia. Em França, a Frente Nacional de extrema-direita venceu a primeira volta das regionais e rompeu o equilíbrio tradicional da república, que foi até agora um duopólio de socialistas e gaulistas. Na segunda volta, a FN assume-se como líder da oposição em todas as regiões. Em Espanha, deve terminar o bipartidarismo, obrigando a governos de coligação, o primeiro destes provavelmente entre conservadores do PP e liberais do C’s. Enfim, as rebeliões são como os cogumelos, surgem com a direita anti-imigração na Suécia, no governo grego, na liderança do maior partido de oposição no Reino Unido, na ascensão de um partido liberal anti-euro na Alemanha, surgem em Itália, na Holanda e Bélgica. Há exemplos para todos os gostos. Populistas de direita, centristas pró-europeus e radicais de esquerda serão provavelmente as três forças que vão moldar a Europa do futuro. O populismo agitou a bandeira do medo e avança em toda a Europa. A resposta dos partidos tradicionais, o cordão sanitário, funcionou durante décadas, mas agora parece um erro crasso, pois a franja de protesto passou de 15% para mais de 30% e não se pode excluir eternamente um terço do eleitorado. No passado, a exclusão só reforçou os partidos rejeitados.

publicado às 12:38




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