Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Navegações

por Luís Naves, em 01.09.13

Em política, o ridículo mata, como se pode ver nas reacções a uma iniciativa do Bloco de Esquerda de discutir o piropo. Deixo aqui um exemplo de texto que satiriza a ideia, em Um Jeito Manso. Acrescentaria apenas que o BE perdeu com a substituição de alguns dos seus dirigentes históricos. Discutir causas fracturantes quando o País está numa crise tão profunda é um perfeito disparate e duvido que o piropo seja fracturante. É um pouco como os briefings de Pedro Lomba, mas na oposição.

 

O comentário nacional encheu-se de especialistas em fogos florestais, mas poucos referem um ponto essencial. Quando estudei em agronomia, aprendi que a floresta portuguesa tinha as espécies erradas, sobretudo duas muito combustíveis: pinheiro e eucalipto. A floresta portuguesa está errada desde os anos 40, por isso arde desde os finais dos anos 60. Os agrónomos sabem, os burocratas sabem, os incendiários também sabem. E, no entanto, continua a conversa mole, tão bem retratada neste excelente texto de Teresa Ribeiro, em Delito de Opinião, sobre as verdadeiras causas do problema e a hipocrisia dos políticos que choram lágrimas de crocodilo sempre que um bombeiro morre. A propósito: em declives acentuados, o fogo anda mais depressa do que as pessoas.

Um grande texto de Luís Aguiar-Conraria sobre o vergonhoso linchamento de um morto nas redes sociais.

Ainda uma ligação ao blogue de Paulo Gorjão, Bloguítica, um clássico.

E espero que este blogue não fique no cais durante muito tempo. Rentes de Carvalho é um dos melhores na blogosfera portuguesa (e na literatura nacional).

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:18




Links

Locais Familiares

Alguns blogues anteriores

Boas Leituras