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Sinais da realidade

por Luís Naves, em 01.02.16

O governo de António Costa terá de escolher entre duas opções incompatíveis: o país cai em crise política ou as taxas de juro sobem. Aliás, as duas coisas podem andar juntas e são já visíveis, pois temos instabilidade e aumento dos custos de financiamento.

A questão não está apenas nas exigências dos credores europeus, que temem os efeitos da súbita perda de credibilidade, mas na percepção dos investidores e na ilusão de que será possível convencer a Europa de que esta é uma luta entre bem e mal. O contexto externo está a ser ignorados. O problema das migrações transformou-se na crise mais séria da última década na Europa. Um grupo de países de Leste (com os votos da França) uniu-se contra os poderes da Alemanha na questão migratória. A banca pode necessitar de um resgate gigantesco. A UE entrou numa difícil negociação sobre reformas internas, visando manter o Reino Unido nas instituições. Sem mudanças profundas, algumas difíceis de concretizar, os ingleses poderão abandonar o grupo. Estas negociações decorrem num ambiente inquinado pela ascensão das formações populistas na França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Holanda. Todos estes países receberam multidões de refugiados, pelo que parece pura hipocrisia o tom dos que, longe dos efeitos, criticam as barreiras dos outros. Entretanto, os problemas da zona euro não estão resolvidos e a Espanha entrou num impasse que talvez só tenha solução em Maio.

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publicado às 12:06



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