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Seremos assim tão insensíveis?

por Luís Naves, em 21.08.16

No mundo contemporâneo temos acesso fácil ao vislumbre do espectáculo do horror. A violência extrema dos beligerantes na Síria, o armamento abundante, a ingerência internacional, o fanatismo religioso que anima os combatentes, enfim, esta guerra civil parece ter o azar de juntar tudo o que há de pior na humanidade. Longe vão os tempos em que os diplomatas olhavam para os seus exércitos como colecções de soldadinhos de chumbo, prontos para uso em conflitos distantes. Tudo mudou: para um pântano destes, para o massacre, nenhum governo democrático poderá enviar tropas. A simples tarefa de estabelecer corredores humanitários exige um acordo improvável e o eventual cessar-fogo teria carácter parcial. Enfim, a opinião pública pode comover-se, indignar-se! Seremos assim tão insensíveis? Nas notícias há vestígios do mito da culpa ocidental, como se os países felizes tivessem obrigação de resolver o conflito. É de certa forma injusto: a culpa não é do público que espreita um pouco destas loucuras, nem dos políticos impotentes para acabar com a carnificina.

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publicado às 19:30



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