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Os mesmos dilemas

por Luís Naves, em 24.08.16

A Europa enfrenta os mesmos dilemas dos seus tempos iniciais: federalismo ou nacionalismo, capital ou trabalho, como acomodar os interesses dos pequenos países, que dose de social-democracia no consenso político. As lideranças parecem não ter ideias práticas: Jean-Claude Juncker afirmava recentemente em Viena que “as fronteiras [nacionais] são a pior invenção jamais feita pelos políticos”, frase incompreensível para a maioria dos europeus. O federalismo, nos termos em que Juncker o imagina, é uma ideia etérea sem sustentação na vontade do eleitorado. Os líderes das três maiores potências europeias da UE pós-Brexit enfrentam rebeliões populistas e pelo menos dois deles. Hollande e Renzi, correm sério risco de não estarem no poder dentro de poucos meses. Além disso, este trio está dividido em relação ao Tratado Orçamental: dois dos países querem flexibilização das regras, o outro resiste. Mesmo assim, estamos longe da ruptura da aliança europeia. Isoladas, Alemanha, França e Itália serão pequenos jogadores internacionais sem relevância. Juntas, representam 200 milhões de pessoas e lideram um bloco cuja economia rivaliza com a dos Estados Unidos e com a da China.

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publicado às 09:46



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