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O que está em jogo

por Luís Naves, em 29.07.16

Hillary Clinton é oficialmente a candidata democrata à Casa Branca. Foi aclamada na convenção do partido, mas é indisfarçável a dificuldade da sua eleição. Clinton é um dos melhores exemplos de operador dominante num sistema político onde mandam interesses especiais. Será uma presidente formidável, mas o caminho para a Casa Branca está cheio de obstáculos, nomeadamente a retórica agressiva dos republicanos (enfim, do que resta da fragmentada direita americana). A candidata democrata já conquistou o voto das minorias, assegurou igualmente o voto feminino, mas tem forte rejeição entre eleitores masculinos e brancos que se sentem vítimas da globalização, de Wall Street e das elites políticas em Washington. Hillary também sente dificuldade em convencer eleitores democratas que aderiram ao movimento de Bernie Sanders, cuja derrota se deve em parte ao campo inclinado no Partido Democrata. A candidata tem falta de carisma, não é boa oradora, mas o seu fracasso seria uma oportunidade perdida para a América. A sua derrota lançaria um processo de declínio acelerado e talvez irreversível: se Donald Trump vencer em Novembro, a América vai fechar-se e perderá a capacidade de absorver a diferença. Neste aspecto, os Estados Unidos imitaram genialmente a antiga Roma.

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publicado às 16:50



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