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O justo vencedor

por Luís Naves, em 12.08.16

O nadador norte-americano Michael Phelps será o grande herói dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, após ter batido um recorde com mais de 2100 anos. Ao ganhar a sua 13ª medalha de ouro individual, Phelps ultrapassou o anterior recorde de vitórias, que pertencia a um grego chamado Leonidas de Rodes, que venceu 12 competições em quatro olimpíadas clássicas. Leonidas, evidentemente, não ganhou medalhas de ouro, mas ramos de oliveira. Para além deste momento histórico, os jogos do Rio estão a ser marcados pelas primeiras críticas públicas de atletas limpos aos batoteiros que usam drogas para melhorar as suas capacidades físicas. O movimento olímpico só poderá sobreviver se conseguir identificar e expulsar todos os ladrões de medalhas. É uma tarefa difícil, devido à politização do desporto, uma das causas do desaparecimento da tradição grega dos jogos antigos. Em 67 d. C, numa altura em que os jogos já estavam em decadência, o imperador Nero fez uma visita à Grécia e cumpriu o seu sonho de competir nos jogos olímpicos. Nero adorava corridas de carros de cavalos e tentou bater todos os recordes com uma viatura de dez cavalos, um Ferrari do seu tempo, muito instável e perigoso. O imperador romano saiu da linha de partida a uma velocidade louca e estampou-se logo na primeira curva, sendo projectado do carro. Ficou bastante maltratado (há teorias de que bateu com a cabeça e enlouqueceu neste episódio), mas apesar de não ter concluído a corrida, Nero foi mesmo assim declarado vencedor. Venceria dezenas de competições, incluindo a que não terminou.

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publicado às 12:45


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