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Futuro risonho

por Luís Naves, em 22.01.15

As reflexões sobre o futuro são sempre interessantes, mas a ideia é falhar as previsões. No melhor plano cai a nódoa, podíamos dizer, e quando olhamos para a maneira como os antigos viam o futuro, encontramos sobretudo visões exageradas daquilo que era então o presente. Os países são os mesmos, embora maiores e mais fortes. Há comboios e prédios, mas maiores e mais fortes. Neste site inesgotável, Paleofuture, não há falta de exemplos de futuros não concretizados, de ideias estrambólicas, de fantasias que nos fazem rir, de futuros utópicos com estrutura social de antigamente. Há jornais falantes, comboios eléctricos, bases marcianas, projecções de parede, máquinas ululantes, carros voadores, fatos indestrutíveis, transportes suspensos, fábricas imaculadas, colónias espaciais, aventureiros de maneiras impecáveis, senhoras com saia longa, maquinetas anfíbias, cozinhas automáticas, luzes da ribalta, arranha-céus nas nuvens, comida congelada, polícias em motocicleta, aviões bombardeiros, imensas loucuras, muito delírio, algum humor. Quando imaginamos o futuro parecemos o peru mencionado em Cisne Negro, um livro curiosíssimo de Nassim Nicolas Taleb, sobre os eventos fora da norma, sobretudo financeiros. Numa metáfora divertida, o autor explicou que o peru anda sempre super-feliz, a engordar regularmente, numa situação que, com base na sua experiência passada, apresenta excelentes perspectivas de futuro: a comida chega ao prato a tempo e horas, ninguém obriga a trabalhar, o peso aumenta a 50% ao ano, o dono está satisfeito e diz que tem o melhor peru da aldeia. O futuro é extremamente risonho.

 

Em Paleofuture encontra-se a excelente notícia de que nos EUA foi adaptado à televisão o romance de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto, e parece que valeu a pena esperar...

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publicado às 11:50



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