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Novo atentado em Londres

por Luís Naves, em 04.06.17

Outro atentado bárbaro numa cidade europeia, desta vez em Londres, com pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, alguns em estado crítico. Começa a ser uma banalidade e lemos os habituais relatos de horror: os terroristas vestiam coletes com latas a fingir de explosivos e esfaquearam as pessoas que antes tinham atropelado e que agonizavam no passeio; depois, atacaram numa zona popular de bares e restaurantes e mataram inocentes durante oito minutos. Parece que se instalou uma devastadora nova táctica de baixa tecnologia; agora, bastam uma carrinha e algumas facas. Os terroristas tendem a ter a nacionalidade dos países onde matam e pertencem geralmente à segunda geração de imigrantes; foram radicalizados por imãs e activistas que actuam com impunidade, em nome da liberdade religiosa, espalhando uma ideologia que despreza a nossa forma de vida, odeia as nossas liberdades, recusa a nossa democracia e visa impor-nos uma visão niilista que nega os direitos humanos. Em vários locais da Europa, com tolerância oficial, instalaram-se milícias radicais que impõem a charia, proibindo, por exemplo, que os cidadãos comprem e bebam álcool; há bairros em França onde as mulheres vestidas de forma ocidental já não podem sair à rua sem serem molestadas; há zonas onde os judeus são os alvos, mas também os cristãos, até mudarem de bairro ou venderem os seus negócios a muçulmanos. A intolerância islamita foi crescendo sob o olhar benevolente das elites bem-pensantes, nomeadamente dos meios de comunicação, que se recusam a perceber a extensão do problema e cujo contacto com as comunidades em crise é limitado. Os líderes da esquerda apoiam esta visão complacente e, por uma vez, guardam na gaveta as ideias feministas e marxistas: os pobres da antiga classe operária, que ainda vivem nos subúrbios repletos de tensão e ódio, deixaram de contar.

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publicado às 17:47



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