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Navegações

por Luís Naves, em 22.01.14

Alguns exemplos de lucidez na blogosfera:
Este texto de Sarah Adamopoulos é uma das melhores análises que tenho lido sobre a actual crise na comunicação social. Há sobretudo quem fale sobre o tema sem perceber um átomo dele, por isso merece ser lido com a máxima atenção um raro post certeiro: está aqui o essencial. Ficamos a perceber o divórcio entre opinião pública e opinião publicada, ficamos a perceber o suicídio dos jornais e o seu declínio.
Luís Menezes Leitão publica em Delito de Opinião um comentário oportuno. Leio regularmente este autor desde 2008 e tem sido das vozes mais sensatas e clarividentes. 
Como de costume, Paulo Gorjão diz o essencial em poucas linhas. O link vai para uma notícia onde ficamos a saber que as primeiras conversas sobre o resgate foram no Verão de 2010; só depois, em Novembro, as taxas da dívida a dez anos passaram os 7%. Nessa altura, a Irlanda pediu ajuda e Portugal devia ter feito o mesmo, mas resistiu como uma aldeia gaulesa, embora o PEC IV (em Março de 2011) fosse mais uma fantasia, como sugere acertadamente Luís Moreira, em Banda Larga. O resgate de Maio de 2011 veio pelo menos com seis meses de atraso e foi mais duro do que poderia ter sido. Muitos esqueceram esta cronologia tão simples.


Francisco José Viegas faz aqui um resumo notável do que será verdadeiramente o pós-troika, ou seja, uma mudança de mentalidade.  
Rui Bebiano, em a Terceira Noite, critica a questão da redução das bolsas para a ciência. Concordo inteiramente. Só um péssimo ministro da Educação poderia apoiar tal medida. Pode o tema estar mal explicado e haver mais bolsas do que as que foram anunciadas, mas Nuno Crato deveria ter apresentado a demissão, ou por concordar com os cortes ou por não os explicar devidamente.
E não podia estar mais de acordo com o Henrique Raposo. Este pequeno episódio faz uma excelente ligação ao primeiro texto citado.

 

 

E um exemplo de falta de lucidez:

Neste texto, a coerência é uma barata tonta. João Miguel Tavares diz que votou no PSD e que agora tem vergonha do PSD. Supomos que irá mudar de voto, embora isso não interesse sequer ao periquito do autor. Entretanto, acho estranho que alguém que fez eleger um governo tenha estado dois anos e meio a bater nele em colunas de jornal e a escrever sobre ele o que Maomé não escreveu sobre o toucinho. É mesmo bizarro. O direito à crítica não justifica ter memória selectiva. Em relação ao resto do texto, até concordo, mas com este ponto de partida, como é podemos levar a sério a indignação do colunista?

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publicado às 11:58


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