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Não correram rios de tinta?

por Luís Naves, em 13.12.16

Não correram rios de tinta sobre a fraqueza das direcções políticas? Hoje, na opinião publicada, é mais comum encontrarmos o horror ao homem-forte e a tese da estupidez do eleitor contemporâneo, formas úteis de evitar debater o fenómeno da rebelião eleitoral e de impedir a crítica aos poderes instalados. As elites que falharam em tudo na última década querem agora convencer-nos de que devem ser elas a conduzir o processo de renovação. E os comentadores acham que não é preciso mudar nada no sistema. Mas como era possível que a grande crise não desse origem a uma transformação na política? Muitos eleitores sentem que perderam o controlo sobre as suas vidas. Já não existe segurança no emprego e as novas gerações vivem pior do que as anteriores (pagam mais impostos, têm menos direitos, pensões em dúvida, rendas altas, precariedade). Os países estão endividados e as economias crescem a passo de tartaruga. Ocorre igualmente uma desindustrialização generalizada e os países de dimensão média tornaram-se irrelevantes. A isto acresce a ansiedade tecnológica, já que a nova economia é apenas para alguns felizardos.

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publicado às 12:53



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