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Intolerância

por Luís Naves, em 26.08.16

A justiça francesa suspendeu a proibição do uso do burkini nas praias francesas, numa decisão que indignou a direita e que poderá ter consequências políticas na campanha presidencial que se aproxima. Os juízes cederam aos argumentos de que não havia perturbação da ordem pública, para grande satisfação dos activistas que consideravam estas proibições exemplos gritantes de ‘islamofobia’. A história não fica aqui, evidentemente: a direita quer uma lei que proíba o uso do burkini, a Frente Nacional ganhou um novo argumento para a sua campanha populista (e Nicolas Sarkozy também).

O debate é profundamente político e está contaminado pela demagogia. O burkini não é um símbolo da liberdade religiosa, mas do seu exacto contrário, de opressão religiosa, tratando-se neste caso de interditar às mulheres a exposição de um corpo que os fundamentalistas consideram de natureza impura. O burkini resulta da interpretação salafista do Corão, corrente que tem a singularidade de excluir todas as mais tolerantes. Os salafistas odeiam o Ocidente e os seus valores, querem mudar as sociedades ocidentais, restringindo as liberdades que a república laica julga estar a defender. O burkini é, infelizmente, um símbolo de totalitarismo e de intolerância. 

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publicado às 09:50



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