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Ilusões

por Luís Naves, em 28.05.17

A Alemanha, tão confiante nos benefícios de uma integração mais acelerada, admite livrar-se da tutela americana que lhe garantiu a independência e a actual riqueza. Compreende-se a frustração de Donald Trump e de Vladimir Putin, herdeiros dos vencedores de Ialta, que obviamente não vão facilitar estas ambições. Com a saída do Reino Unido da UE, provavelmente uma separação litigiosa, a chanceler enfrenta o seguinte panorama inédito: os ingleses (e americanos) estão cada vez mais fora da equação continental e não interferem; os franceses precisam dos mercados alemães, a Itália precisa de ajuda financeira alemã de emergência; a Polónia (enfim, o antigo Império Habsburgo) é pobre e precisa do investimento alemão. Isto, no fundo, é a Europa alemã que Bismarck sonhou e não tem nada a ver com as comunidades europeias e NATO, que visavam a protecção e reconstrução da Europa, integrando os países derrotados num conjunto onde os vencedores dominavam.

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publicado às 15:36



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