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Falso diário

por Luís Naves, em 08.02.15

Escrevo na blogosfera desde 2005. A selecção parcial dos meus textos ronda um milhão de caracteres: muitos posts perderam-se e outros são difíceis de encontrar, pois no início não havia etiquetas. O meio é imaterial e muitos leitores não o consideram demasiado sério. Escrevi em vários blogs e tentei diferentes formatos, da opinião à crónica, mas também conto e até novela. Muito do que escrevi não funcionou e as opiniões antigas envelheceram depressa. Recentemente, transformei este sítio numa espécie de diário literário, pois gosto do título. Sei à partida que não há verdadeiros diários, pelo menos quando são publicados em vida, e este não passa de uma colagem de reflexões pouco íntimas e de opiniões apressadas sobre o mundo lá fora. Os diários devem estar cheios de banalidades, de ideias caóticas, de fragmentos e de recordações, de pormenores quotidianos, viagens, listas de compras, mexericos sobre os vizinhos, devaneios e confissões, relatos de sonhos, comezainas, retratos de amigos e amantes, receitas culinárias e veneno sobre rivais cujo nome pouco importa. Os diários são pontos de vista sobre épocas interessantes, mas exposto em público é difícil ser demasiado sincero, por isso este é um falso diário, apenas uma fina fatia do presente com aparência confessional, sem bisbilhotice ou personagens, que inclui observações e vivências, além de boa dose de ideias irreflectidas.

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publicado às 20:53



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