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Eleições americanas

por Luís Naves, em 02.02.16

As eleições americanas baseiam-se num mecanismo arcaico do século XIX que convive mal com a sociedade mediatizada do século XXI. Este paradoxo favorece um sistema oligárquico, dependente de quantidades impressionantes de dinheiro, e produz campanhas que afunilam os temas, discutidos com extrema demagogia. A política americana está a tornar-se mais populista e virada para dentro, incapaz de ter um olhar sobre o mundo. Os candidatos precisam de ter cuidado com temas tóxicos (imigração, armas, aborto) e nunca perdem tempo com assuntos complexos, que não interessem à televisão. A América é um império relutante, que ao longo da sua História manteve frequentes políticas isolacionistas, sobretudo após intervenções militares externas. Na pré-campanha, o partido republicano radicalizou-se e parece ter entrado numa fase de isolacionismo patológico. Do lado democrata, surge uma insurreição anti-sistema que pode produzir o mesmo efeito. Com a política externa submetida a discussões de política interna, a América tenderá a desinteressar-se pelos conflitos mundiais, o que implicará eventual abandono de aliados, acções a meio-gás, paralisação institucional, hesitação ou até incapacidade de agir.

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publicado às 12:20



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