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Carga

por Luís Naves, em 12.05.15

Carregamos o peso do mundo ou aquilo que nos parece demasiado insuportável. A certo ponto, a culpa pertence-nos por inteiro, pois não nos esforçámos, sendo essa a explicação que sobra, depois de excluídas todas as outras. Não nos esforçámos em encontrar um rumo certo para a vida, fracassámos sempre e, olhando os destroços, quando pensamos no que podia ter sido, sentimos o profundo desânimo dos desistentes, acumulado em pequenos desastres tantas vezes repetidos, tão normais que já fazem parte dos nossos próprios corpos, transformados em sopro da respiração, em partículas habituais de emoções que julgávamos adormecidas.

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publicado às 10:36



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