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Amálgama contemporânea

por Luís Naves, em 26.07.16

A sociedade mistura-se e fragmenta-se, mas existe este fenómeno mais poderoso da aproximação entre topo e média. Muitas observações contradizem a ideia, mas parecem distorções da norma (somos todos iguais perante a lei, os impostos servem para redistribuir rendimentos, a classe média comanda a política). E talvez este conflito explique a tendência para a era populista: se a diferença entre as elites e o povo deixou de ser assim tão intransponível, mesmo na linguagem e na cultura, então é evidente que os eleitores mais numerosos têm vantagem na contestação a instituições que deixaram de reflectir os consensos habituais da política. Enfim, morre devagar o sistema em que as elites controlavam comodamente todas as alavancas do poder e triunfa a vaga  populista: a simplificação em voz popular, a denúncia dos meios de comunicação que vivem na sua bolha, a rejeição dos banqueiros gananciosos e dos políticos fracos, incompetentes e corruptos, a percepção de que tudo se decide atrás da cortina e de que o maior perigo vem dos manipuladores da realidade.

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publicado às 16:58



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