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A rebelião que alastra

por Luís Naves, em 02.07.16

A rebelião que alastra nos países ocidentais contra as elites políticas não devia surpreender tanto, o que verdadeiramente espanta é que esse mal-estar não seja maior. A crise de 2008 atingiu a vida de milhões de pessoas e foi provocada por erros que ainda não encontraram os seus culpados. Os ricos enriqueceram, fugiram a impostos e estacionaram sem problemas o seu dinheiro em paraísos fiscais. A classe média pagou com língua de palmo: salários mais baixos em termos relativos, aumentos de impostos, serviços públicos degradados. As classes inferiores das sociedades industrializadas consideram-se as mais prejudicadas, pois os seus postos de trabalho estão a desaparecer e acreditam que a nova classe de imigrantes deprime ainda mais os salários. É natural que os eleitores estejam zangados. Muitos foram despedidos por serem velhos, não conseguem concluir as suas carreiras e sabem que não vão ter direito a pensões decentes. E pagaram as pensões da geração anterior, que tinham regras vantajosas, que não será possível manter. Muitos destes eleitores ficarão sem trabalho devido aos avanços tecnológicos. Muitos destes eleitores não terão emprego porque o Estado já não emprega como antigamente. Muitos destes eleitores estão zangados com os resgates pagos com os seus impostos e com os custos crescentes de serviços que, no passado, eram gratuitos.

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publicado às 22:59



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