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Alexander Soljenitsine viria a receber o Prémio Nobel em 1970, num episódio de alta controvérsia política. Na altura, o escritor estava a completar uma obra, Agosto de 1914, que infelizmente não incluí nas referências de um artigo publicado na revista Ler, em 2014, dedicado a autores que viveram na pele os combates da Primeira Guerra Mundial. Soljenitsine não podia ser um desses casos, pois combateu apenas na II Guerra Mundial, mas lutou na mesma zona, Prússia Oriental, onde decorre a acção de Agosto de 1914. No texto encontramos certamente sensações vividas (talvez nos excessos cometidos contra civis alemães, as cenas de caos e as descrições dos massacres). O romance mistura História com ficção e descreve uma das maiores calamidades militares da Primeira Guerra Mundial: a destruição quase total do segundo exército russo, que o autor relaciona, no primeiro de um vasto conjunto de romances, com o triunfo comunista na Rússia. Teria sido útil referir esta curiosidade de alguém que, não tendo presenciado os factos, lutou na mesma zona 30 anos depois.

Outra infeliz omissão do artigo da Ler é Lajos Zilahy, um escritor húngaro que combateu na frente leste e que num romance que li recentemente, O Desertor (publicado em Portugal em 1947), descreve as tensões nacionalistas no exército austro-húngaro e a crueldade dos combates contra os russos. Zilahy foi ferido na guerra e teve posteriormente uma carreira literária brilhante, para além de dirigir filmes, nos anos 30. Embora fosse de esquerda, foi forçado ao exílio depois da II Guerra Mundial.

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publicado às 17:15



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