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A opção

por Luís Naves, em 15.08.17

Aqui, na Hungria, muitos pensionistas vivem mal, com problemas de saúde e pobreza. Por raiva genuína ou dose de nostalgia, parte desta camada vota contra o governo conservador, que por sua vez terá o voto entusiástico da classe média, a que mais tem beneficiado com a melhoria da situação económica. No final, se não houver até lá um escândalo inesperado, as eleições de Abril estão definidas: será uma opção entre um governo que melhorou a situação da população e a oposição de esquerda, por enquanto dividida, onde se inclui o autor da bancarrota e os descendentes do regime totalitário; ao centro, há uns teóricos liberais que não se conseguem juntar numa simples coligação e, depois temos a extrema-direita, uma das mais tóxicas da Europa. Alguém se pode admirar se Viktor Orbán vencer as eleições de 2018? Se houvesse um verdadeiro problema de democracia, como dizem certos analistas, juntavam-se os partidos todos numa frente cívica para salvar o regime, mas não há sinais de que isto possa acontecer, pelo contrário, demonstrando que cada um está a lutar apenas pelos interesses partidários de curto prazo.

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publicado às 23:29



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