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A frivolidade

por Luís Naves, em 08.09.17

A frivolidade está a matar o jornalismo e as artes. Quando um tema é demasiado complexo, os animadores sentem-se na obrigação de o desmontar, apresentando somente os seus aspectos comezinhos e giros, que não fazem pensar nem incomodam. As notícias, essas, são reduzidas às vacuidades, ordinarices, exibições de mau gosto ou ainda ao espectáculo da demagogia e das ideias truncadas. As pessoas adoram frases vazias que pareçam grandiosas, querem líderes que lhes contem histórias da carochinha, o que reduz a política a um enredo em papel couché com imagens glamorosas. A frivolidade mata a arte porque ninguém quer o pensamento simples sobre o real; as massas preferem claramente tudo aquilo que, prescindindo de um olhar sobre a alma dos seres humanos, não vá além da flor da pele e da aparência de inovação estética; quanto mais rebuscada, melhor.

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publicado às 11:21



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