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A crise da liderança

por Luís Naves, em 16.09.16

A Europa iniciou oficialmente a discussão sobre o seu futuro, numa cimeira em Bratislava onde eram mais do que evidentes as divisões entre grandes blocos de países. Esta reunião não contou com a participação do Reino Unido e, pelo menos na agenda, destinou-se a discutir os efeitos do Brexit. O ambiente de crise na Europa começa nas próprias lideranças, pois os dirigentes dos maiores países da UE encontram-se todos em situação complicada: a chanceler alemã está a ser contestada no seu próprio partido e pelos aliados democratas-cristãos bávaros (CSU) por causa da política de imigração; o Presidente francês tem perspectivas duvidosas de reeleição em 2017, surgindo nas sondagens sem grandes hipóteses de passar à segunda volta; os chefes de governo italiano e espanhol podem não estar em funções no Natal. Há uma crise política na Áustria, a Grécia tem de negociar o terceiro resgate, Portugal tem de evitar o segundo, a Holanda vota na Primavera e os populistas avançam. O estendal de problemas parece sem fim e não há memória de uma liderança tão frágil ter de tomar decisões que podem ter repercussões por décadas.

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publicado às 10:23



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