Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




2016, o contexto internacional

por Luís Naves, em 29.12.15

No plano externo, a Europa está rodeada de incertezas, nomeadamente a agressividade da Rússia e a possibilidade de ocorrer uma terceira vaga da crise financeira, desta vez em países emergentes, como Brasil, China ou Turquia. O Estado Islâmico, que se instalou em parte da Síria e Iraque, será a grande incógnita, pois nunca houve um grupo terrorista islâmico tão fanático e com tal capacidade militar e acesso a população e dinheiro. As alterações climáticas continuam o seu perigoso avanço e 2016 pode ser um ano de inundações catastróficas e secas devastadoras, com perda de colheitas e fome em países pobres. Nada disto impedirá o progresso, as rupturas tecnológicos e os avanços científicos, mas o mundo parece entrar numa transição para uma ordem global muito diferente, numa reacção à globalização que põe em causa o liberalismo triunfante das últimas três décadas.

Entretanto, os Estados Unidos tendem a retirar-se dos grandes assuntos do mundo. No futuro, talvez os historiadores olhem para 2001 como uma anomalia, pois a América reagiu a um ataque directo, exercendo a sua imensa força militar em Bagdade ou Cabul. Os efeitos não foram os esperados: a democratização do Médio Oriente não passou de uma miragem, as primaveras árabes falharam e a região teve ditaduras ferozes ou vazios de poder que deram origem a regimes altamente tóxicos. Apesar da sua força económica, a América tende agora para a contenção na política externa ou, numa interpretação mais preocupante, para subordinar a acção externa à política interna. Em resumo, em ano de eleições, até que ponto o populismo delirante de Donald Trump vai condicionar o partido republicano? E pode Hillary Clinton chegar à Casa Branca?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:55



Mais sobre mim



Links

Alguns blogues anteriores

Locais Familiares

Boas Leituras